Eleições 2026 · 2º turno
Metodologia da apuração
Como a Fonte Pública calcula a Vantagem, indica quem lidera e escolhe as cores de partido.
De onde vêm os dados
Os resultados são os arquivos oficiais de totalização do Tribunal Superior Eleitoral (resultados.tse.jus.br). Percentuais, votos e totais aparecem como a fonte publica: não são arredondados nem recalculados, e um valor ausente na fonte aparece como “—”, nunca como zero.
Cada disputa mostra o horário oficial do arquivo, em horário de Brasília, e o link para o arquivo oficial. A Fonte Pública não faz projeções e não usa pesquisa nem boca de urna.
Quem lidera e o resultado definido
“Lidera” indica a candidatura com mais votos válidos no último arquivo oficial, enquanto a totalização está em andamento. Com empate exato em votos, a página diz “Empate no último arquivo oficial” e não destaca ninguém.
“Eleito(a)”, “2º turno” e “Definido às” aparecem só quando a situação oficial publicada pelo TSE indica o resultado. A Fonte Pública nunca declara um resultado por conta própria.
Vantagem
A Vantagem é a diferença, no mesmo arquivo oficial, entre as duas primeiras candidaturas da ordem oficial da totalização, em votos e em pontos percentuais. No Senado com duas vagas, a Vantagem pela 2ª vaga compara a 2ª e a 3ª colocadas.
Os pontos percentuais são a diferença exata entre os percentuais publicados, sem arredondamento. A Vantagem não é calculada quando falta o percentual de qualquer das duas candidaturas.
Enquanto a totalização não termina e o resultado não é definido, a Vantagem pode mudar. É sempre identificada como “Cálculo da Fonte Pública”.
Nos mapas do Presidente e dos Governadores, o modo “Resultado” mostra essa diferença, em pontos percentuais, em quatro faixas de intensidade: menos de 5, de 5 a menos de 10, de 10 a menos de 20 e 20 ou mais. No modo “Vantagem”, a altura de cada triângulo é proporcional à diferença em votos, com teto de 500.000 votos: acima dele, o triângulo fica na altura máxima, com uma barra no topo, e o valor exato está no tooltip e na tabela.
O modo “Um partido” mostra o percentual dos votos válidos da candidatura do partido escolhido em cada estado, em quatro faixas fixas, as mesmas da escala de partido do mapa: menos de 25%, de 25% a menos de 40%, de 40% a menos de 55% e 55% ou mais. As faixas não mudam com o resultado.
No mapa do Senado, o modo “Resultado” usa a diferença exata, em pontos percentuais, entre a 1ª e a 2ª colocadas, nas mesmas quatro faixas; o modo “Vantagem pela 2ª vaga” usa a vantagem em votos da 2ª sobre a 3ª colocada, com teto de 200.000 votos; o modo “Um partido” soma os percentuais publicados das candidaturas do partido no estado.
Para passar à frente
No placar do Presidente, durante a parcial, a Fonte Pública estima quanto a candidatura que está atrás precisaria dos votos ainda não totalizados para passar à frente. A conta usa só o último arquivo oficial: os votos válidos restantes são estimados multiplicando os votos válidos já totalizados pela razão entre as seções que faltam e as seções já totalizadas, ou seja, supondo que as seções restantes tenham, em média, os mesmos votos válidos das já totalizadas.
A parcela necessária é 50% mais a Vantagem em votos dividida pelo dobro dos votos válidos restantes, mostrada arredondada para cima na segunda casa decimal. Os votos restantes aparecem com “cerca de”, arredondados ao milhar a partir de 10.000 votos e à dezena abaixo disso; com menos de 100 votos restantes estimados, a estimativa não aparece. Ela também só aparece com pelo menos 10% das seções totalizadas, porque as primeiras seções podem distorcer a média. Quando a Vantagem é igual ou maior que a estimativa de votos restantes, a frase diz só isso.
É uma estimativa aritmética, não uma projeção do resultado: as seções que faltam podem ter mais ou menos votos válidos e votar de outro jeito. Ela é sempre identificada como “Cálculo da Fonte Pública”, some quando o TSE define o resultado, quando a totalização termina, no empate e ao rever um arquivo anterior, e nunca antecipa o resultado.
Contagens
Contagens como “22 eleitos no 1º turno” ou “1 definido · 3 apurando” somam as situações oficiais publicadas pelo TSE em cada disputa. Nenhuma vaga é atribuída por cálculo próprio, e uma categoria sem itens não aparece.
No mapa dos Deputados, o modo “Um partido” mostra a parcela das vagas de cada estado ocupada pelos eleitos do partido (eleitos do partido no estado divididos pelas vagas da casa no estado), em quatro faixas fixas: menos de 25%, de 25% a menos de 40%, de 40% a menos de 55% e 55% ou mais. O modo “Vagas definidas” mostra a parcela das vagas do estado com eleito informado pela fonte, nas mesmas cinco faixas das seções totalizadas.
Resultado final
A tela de resultado final do Presidente aparece só quando o TSE indica, no arquivo oficial, a totalização final com todas as seções totalizadas. Chegar a 100% das seções sem essa indicação não basta. “Eleito(a)” vem da situação oficial publicada pelo TSE.
“Se o eleitorado fosse 100 pessoas” reparte 100 pessoas entre as duas candidaturas, os votos válidos das demais (quando houver), os votos em branco, os nulos e a abstenção, todos do mesmo arquivo oficial. Cada grupo é a sua fração da soma desses números, que é o eleitorado das seções totalizadas. As frações viram pessoas inteiras pelo método do maior resto: cada grupo recebe a parte inteira, e as pessoas que faltam para 100 vão aos maiores restos (num empate, ao grupo listado antes). Sem algum desses totais publicados, a seção aparece como indisponível.
“A noite em 27 estados” ordena as UFs pelo horário do arquivo oficial em que cada uma concluiu a totalização (empate pela sigla), com as cores do modo “Resultado” do mapa. “Da 1ª parcial à definição” conta o tempo entre o primeiro arquivo parcial com seções totalizadas e o horário em que o TSE definiu o resultado. “Trocas de liderança” conta as vezes em que a candidatura com mais votos no país mudou entre os arquivos oficiais. São cálculos da Fonte Pública sobre os dados oficiais.
Por região
No mapa do Presidente, o cartão “Por região” soma, para cada região (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, sempre nessa ordem), os votos de cada candidatura e os votos válidos publicados nos arquivos das UFs da região, e divide um pelo outro. As seções totalizadas da região somam as seções das mesmas UFs. Os percentuais são truncados na segunda casa decimal, para que uma região só mostre 100,00% quando estiver completa. Se o arquivo de alguma UF da região não traz um dos valores da soma (votos válidos, os votos de uma das candidaturas ou as seções), o valor da região aparece como “—”: um valor ausente nunca é somado como zero.
Cada UF entra com o seu arquivo oficial mais recente, então a soma pode juntar arquivos de horários diferentes; o cartão informa quantos arquivos foram somados e o horário do mais recente. É um cálculo da Fonte Pública, não um resultado publicado pelo TSE.
Números digitados nos votos nulos
A contagem vem do Registro Digital do Voto (RDV), o arquivo em que a urna registra cada voto sem identificar quem votou, publicado pelo TSE nos pacotes de arquivos de urna de cada estado, em geral dois a três dias depois da votação. A Fonte Pública lê só os RDVs desses pacotes e soma, por número, os votos nulos digitados com um número; os nulos sem número (por exemplo, depois de uma votação suspensa) são contados à parte.
Cada município é conferido com o resultado oficial dele: os votos em candidaturas, os brancos e os nulos do RDV têm de bater exatamente com os do TSE. Um município que não bate fica fora da soma, e a cobertura mostra a falta. Só o país e os estados são publicados, nunca município, zona ou seção.
Um número com menos de 5 votos numa área não aparece sozinho: entra em outros números. Para que nenhum valor escondido possa ser calculado a partir do que é publicado (os números mostrados, os outros números e o total de cada área, com o país sendo a soma dos estados), outros números são escondidos junto, até que nenhuma conta revele um valor escondido.
Os números só aparecem quando os arquivos de todos os estados e do Exterior do turno estiverem processados, e não mudam depois: publicar estado por estado faria a diferença entre duas versões revelar valores escondidos. São um cálculo da Fonte Pública e não alteram o resultado oficial.
Classificação Esquerda, Centro e Direita
Nas páginas do Senado e dos Deputados, a Fonte Pública agrupa as cadeiras definidas pelo TSE em três blocos: Esquerda, Centro e Direita. A classificação é editorial, da Fonte Pública, e não oficial: o TSE não classifica partidos. Ela é feita por partido, nunca por pessoa, e um partido que não está na lista aparece como “Sem classificação”.
A barra de blocos soma as cadeiras de cada bloco sobre o total da Casa (81 no Senado, 513 na Câmara, 1.059 nas Assembleias) e marca a maioria absoluta quando a Casa tem uma. No hemiciclo, os partidos aparecem na ordem dos blocos, da Esquerda para a Direita. Os rótulos são sempre “Esquerda”, “Centro” e “Direita”, sem adjetivos.
Qualquer mudança nesta lista é publicada aqui, com a data da nova versão. A lista atual é:
- Esquerda
- PT, PC do B, PSOL, PSB, PDT, REDE, PV, PCB, PSTU, PCO, UP
- Centro
- MDB, PSD, PSDB, CIDADANIA, SOLIDARIEDADE, AVANTE, PODE, MOBILIZA, AGIR, PMB
- Direita
- PL, PP, UNIÃO, REPUBLICANOS, NOVO, PRD, PRTB, DC, MISSÃO
Versão da classificação de 08/10/2026.
Cores de partido
As cores de partido são uma paleta própria da Fonte Pública, não as cores oficiais dos partidos. Elas servem só para identificar o partido e aparecem sempre com a sigla escrita ao lado.
Quando duas cores podem ser confundidas por quem tem alguma forma de daltonismo, a segunda aparece com hachuras.
Contador de pessoas
“Pessoas agora” é uma contagem anônima das conexões em tempo real abertas em cada página, sem identificar ninguém. Não é dado eleitoral.